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Alunos das secundárias oliveirenses saem à rua em protesto
Date 21/11/2008 10:22 Author nunoborges
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Políticas educativas do Governo na mira dos estudantes

 

Alunos das secundárias oliveirenses saem à rua em protesto

 

De acordo com o representante dos alunos, cerca de 90 por cento dos estudantes do secundário de Oliveira de Azeméis fizeram greve e saíram à rua para protestar contra as políticas educativas do Governo. O novo regime de faltas e as aulas de substituição são os temas que mais críticas merecem



Laura Sequeira

 

À semelhança do que aconteceu por vários pontos do País, os alunos das escolas secundárias de Oliveira de Azeméis também saíram à rua para protestar contra as políticas educativas do Governo. O novo regime de faltas e as aulas de substituição foram os temas que mais críticas mereceram dos estudantes oliveirenses que encheram as ruas da cidade e gritaram palavras de ordem.

José Vasconcelos, aluno da Escola Ferreira de Castro, afirma que as principais reivindicações têm a ver com o novo regime de faltas. Ou seja, o aluno explica que depois de três faltas os estudantes são obrigados a fazer um exame e contesta: “Se estivermos no hospital, como vamos fazer o exame?”. O regime de faltas criado pelo estatuto do aluno obriga à realização de uma prova no caso de ser excedido o limite de ausências, independentemente do motivo ou natureza das faltas.

De acordo com o aluno que fez parte da organização da manifestação, a adesão dos alunos em Oliveira de Azeméis centrou-se nos 90 por cento, sendo que apenas os alunos do regime básico e alguns do secundário ficaram nas instalações das escolas.

 

Secretário de Estado fala em instrumentalização dos estudantes

 

Para Valter Lemos, secretário de Estado da Educação, as manifestações dos estudantes são uma clara instrumentalização dos alunos. O responsável afirmou ainda que as dúvidas em relação ao estatuto do aluno têm vindo a ser esclarecidas pelo Ministério da Educação. "Creio que há uma tentativa de instrumentalização, que acho lamentável, porque estamos a falar de educação e de crianças e jovens que não devem ser usados nem instrumentalizados no seu processo educativo", disse o secretário de Estado.
“A maioria dos estudantes nem sabia ao que ia”, disse Valter Lemos, acrescentando que “as associações de estudantes já disseram que não tinham nada a ver com isto”.

Em São João da Madeira, na Escola Secundária João da Silva Correia, a Associação de Estudantes escusou-se a participar na manifestação, mas dispôs-se a debater este tema com os alunos da instituição. Apesar das manifestações, no geral, as “aulas nas escolas decorreram normalmente”, assegura Valter Lemos.

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